Eleições 2026: 918 mil brasileiros no exterior estão aptos a votar; veja onde e como

Eleições 2026: quase 919 mil brasileiros no exterior estão aptos a votar

Eleitorado fora do Brasil cresceu 31,8% desde 2022; votação no exterior será exclusiva para presidente e vice-presidente

Quase 919 mil brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a participar das Eleições 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são exatamente 918.876 eleitoras e eleitores distribuídos por 186 cidades no exterior, número equivalente a pouco mais de 0,5% do eleitorado brasileiro.

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Para quem possui domicílio eleitoral fora do Brasil, a votação é exclusiva para presidente e vice-presidente da República.

Eleitorado no exterior cresce nas últimas eleições

O número de brasileiros habilitados a votar fora do país vem aumentando de forma significativa.

Em 2014, eram pouco mais de 354 mil eleitores. Em 2022, o número chegou a aproximadamente 697 mil. Para 2026, são 918.876.

Na comparação direta com 2022, o crescimento foi de 221.798 eleitores, ou 31,82%.

Considerando a série histórica apresentada pelo TSE, o eleitorado no exterior praticamente dobrou na última década. O avanço também demonstra uma ampliação da participação eleitoral de brasileiros que mantêm domicílio eleitoral fora do território nacional.

Onde estão os maiores eleitorados brasileiros fora do país?

Os Estados Unidos concentram o maior número de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior.

Na sequência aparecem:

  • Estados Unidos: cerca de 265 mil;

  • Portugal: cerca de 135 mil;

  • Japão: cerca de 88 mil;

  • Canadá: cerca de 46 mil;

  • Alemanha: cerca de 42 mil.

Os três primeiros países concentram mais da metade do eleitorado brasileiro residente no exterior. Dados do TSE de 2026 apontam os Estados Unidos com aproximadamente 28,9% desse eleitorado, Portugal com 14,6% e Japão com 9,6%.

Em quais cidades haverá votação?

O TSE prevê seções eleitorais em 186 cidades no exterior.

As seções funcionam principalmente em embaixadas, consulados e outros locais vinculados à representação brasileira. A Justiça Eleitoral também pode autorizar a instalação de seções em outros espaços quando houver necessidade de ampliar o atendimento.

Em abril, por exemplo, o TSE autorizou a descentralização de recursos para permitir a locação de imóveis fora das repartições consulares em locais onde a demanda justificasse a ampliação da estrutura eleitoral.

A regulamentação estabelece que, para uma seção eleitoral ser instalada no exterior, normalmente é necessário haver pelo menos 30 eleitoras e eleitores aptos na circunscrição da missão diplomática ou repartição consular.

Quem mora no exterior vota em quais cargos?

Essa é uma das principais diferenças em relação ao eleitorado com domicílio eleitoral no Brasil.

Quem possui domicílio eleitoral no exterior vota somente para presidente e vice-presidente da República. A regra está prevista na regulamentação eleitoral para 2026.

Portanto, o eleitor brasileiro residente no exterior não vota, nessa condição, para governador, senador, deputado federal, deputado estadual ou deputado distrital.

E se o eleitor estiver no Brasil no dia da eleição?

Existe uma regra específica.

Quem possui título registrado na Zona Eleitoral do Exterior e estiver no Brasil durante a eleição poderá, desde que tenha feito a habilitação dentro do prazo, votar para presidente da República em locais de votação destinados ao voto em trânsito.

O TSE esclarece que não é permitido o voto em trânsito em seções eleitorais instaladas fora do Brasil.

Já o brasileiro que possui domicílio eleitoral no Brasil e estiver no exterior no dia da eleição não pode simplesmente transferir temporariamente sua seção para uma cidade estrangeira. Nesse caso, deverá justificar a ausência.

Mulheres são maioria entre os eleitores no exterior

O perfil divulgado pelo TSE mostra predominância feminina.

Entre os 918.876 eleitores registrados no exterior:

  • 57% são mulheres;

  • 43% são homens.

Em relação ao estado civil, os solteiros representam 52%, enquanto os casados correspondem a 42%. Divorciados representam 6% e viúvos, 1%.

Escolaridade também chama atenção

O ensino superior completo aparece como o principal nível de escolaridade entre os eleitores residentes no exterior.

Segundo o TSE:

  • 38% têm ensino superior completo;

  • 29% têm ensino médio completo;

  • 13% têm ensino superior incompleto;

  • 10% têm ensino médio incompleto;

  • 5% têm ensino fundamental completo;

  • 3% têm ensino fundamental incompleto;

  • 1% sabe ler e escrever.

Os percentuais são referentes ao perfil cadastrado pela Justiça Eleitoral.

Faixa etária

O maior grupo de eleitores brasileiros residentes no exterior está na faixa de 40 a 44 anos.

Na sequência aparecem as faixas de 45 a 49 anos e 35 a 39 anos.

O cadastro eleitoral também registra 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% do eleitorado residente no exterior.

O que fazer se não puder votar?

A ausência às urnas precisa ser justificada.

O TSE informa que o eleitor com domicílio eleitoral no exterior poderá apresentar a justificativa pelo e-Título ou em mesas receptoras de justificativa que funcionem com urna eletrônica.

Também há alternativas posteriores previstas pela Justiça Eleitoral, dependendo da situação do eleitor.

É importante lembrar que a justificativa deve ser apresentada separadamente para cada turno.

Análise da Análise Política 24H

O crescimento do eleitorado brasileiro no exterior é um dos dados relevantes das Eleições 2026.

O número de 918.876 eleitores representa uma parcela pequena do eleitorado nacional em termos proporcionais, mas constitui um contingente expressivo em números absolutos e está distribuído por diferentes continentes.

Outro aspecto importante é a expansão desde 2022. O aumento de 31,82% em quatro anos significa que mais de 221 mil novos eleitores passaram a integrar o cadastro eleitoral no exterior em relação à eleição geral anterior.

Para esses brasileiros, entretanto, a participação eleitoral possui uma característica específica: o voto está concentrado exclusivamente na disputa presidencial.

O que o eleitor brasileiro no exterior deve conferir?

Antes da eleição, quem possui domicílio eleitoral fora do país deve verificar:

  1. se o título está regular;

  2. qual é o local de votação;

  3. em qual cidade está instalada a seção eleitoral;

  4. como chegar ao local;

  5. as regras específicas divulgadas pela representação diplomática ou consular;

  6. como apresentar justificativa caso não possa comparecer.

O TSE disponibiliza serviços eleitorais específicos para brasileiros residentes no exterior, incluindo consulta à situação do título, local de votação e apresentação de justificativa.

Conclusão

As Eleições 2026 terão 918.876 brasileiros aptos a votar fora do território nacional, distribuídos por 186 cidades.

O crescimento do eleitorado no exterior acompanha uma expansão observada nas últimas eleições e coloca essa parcela do eleitorado como um componente permanente da estrutura eleitoral brasileira.

Para quem vive fora do Brasil, a regra fundamental é clara: o voto no exterior é destinado à escolha de presidente e vice-presidente da República. Conferir antecipadamente o local de votação e conhecer as regras de justificativa são medidas importantes para evitar problemas no dia da eleição.

Serviço eleitoral

Primeiro turno: 4 de outubro de 2026
Segundo turno, se houver: 25 de outubro de 2026
Eleitorado no exterior: 918.876
Cidades com votação: 186
Cargos para quem tem domicílio eleitoral no exterior: presidente e vice-presidente

Consulta oficial: Eleitorado no Exterior — TSE

Painel de dados: Dados do eleitorado no exterior — TSE

Fontes organizadas

Fonte principal — TSE
TSE — mais de 918 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior

Dados gerais do eleitorado
TSE — mais de 158 milhões de eleitores aptos nas Eleições 2026

Regras para eleitores no exterior
TSE — Eleitorado no Exterior

Legislação eleitoral
Resolução TSE nº 23.759/2026

Estrutura das seções no exterior
Resolução TSE nº 23.751/2026

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Leonardo Guimarães

Escritor e blogueiro

Sou Leonardo Guimarães, analista político e escritor apaixonado por informação, debate público e pelos bastidores da política brasileira. Acompanho diariamente os principais acontecimentos do Congresso, STF, eleições e economia, trazendo análises, opiniões e notícias com uma linguagem clara, direta e atualizada para manter você sempre bem informado.

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