O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que todos têm “problemas dentro de casa” e questões “dentro das famílias”.
A observação foi feita por Flávio após pergunta sobre as recentes desavenças dele com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Flávio participou de entrevista no programa “Canal Livre”, que foi ao ar neste domingo (2) na BandNews.
“Minha postura sempre vai ser que a gente tem que estar junto, que temos que nos unir para resgatar o Brasil”, disse Flávio.
Em maio, Michelle postou um longo vídeo no qual expôs divergências com o pré-candidato do PL e criticou o apoio dado por Flávio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Depois do vídeo, Flávio pediu desculpas a Michelle.
Neste domingo, Flávio também criticou a quantidade de exceções abarcadas pela reforma tributária e defendeu o enxugamento da máquina pública e a busca por novas fontes de receitas.
Ele descartou a possibilidade de aumentar impostos e frisou que vai manter o Bolsa Família.
Elogios a Milei
Na entrevista, Flávio Bolsonaro também elogiou o discurso que o presidente da Argentina, Javier Milei, fez na convenção que oficializou o nome do filho ao ex-presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Palácio do Planalto, em julho. Milei fez ataques pessoais ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Foi reciprocidade do Milei. Parabéns Milei. Porque o comunismo é esse mal mesmo”, afirmou Flávio, para quem o mandatário argentino não atacou o Brasil. “Não atacou o Brasil, atacou o comunismo”, acrescentou.
Flávio culpou ainda o atual governo brasileiro pela tarifas impostas pelos Estados Unidos. Ele também discordou que o irmão, Eduardo Bolsonaro, tenha contribuído para as tarifas aplicadas pelos EUA aos produtos brasileiros. “Você acha que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos? O que ele estava denunciando era a perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse.
Para o candidato, o Brasil “está sendo sancionado por causa da falta de habilidade do governo brasileiro”.