Suzano (SUZB3) reformula diretoria e promove mudanças no alto escalão
Reorganização concentra Finanças, Relações com Investidores e DigitalTech e redistribui áreas estratégicas entre executivos
A Suzano (SUZB3) promoveu uma ampla reorganização em sua estrutura executiva após a saída de três vice-presidentes e a redistribuição de responsabilidades entre diferentes áreas da companhia. As mudanças foram aprovadas pelo conselho de administração em reunião realizada em 12 de agosto e detalhadas em ata divulgada pela empresa nesta sexta-feira (21).
A reformulação altera a estrutura de comando de áreas consideradas estratégicas para a maior produtora mundial de celulose de mercado, incluindo operações industriais, finanças, relações com investidores, tecnologia, estratégia, assuntos corporativos e recursos humanos.
Entre as principais mudanças está a saída de Aires Galhardo, que renunciou ao cargo de vice-presidente executivo estatutário responsável por Operações Celulose, Engenharia, Energia, DigitalTech e Novos Negócios.
Para a posição, a companhia elegeu Carlos Aníbal Fernandes de Almeida Júnior, que passa a responder por Operações Celulose, Engenharia, Energia, Suprimentos e FuturaGene.
Suzano concentra Finanças, RI e tecnologia em uma mesma vice-presidência
Uma das alterações mais relevantes da nova estrutura envolve a integração das áreas de Finanças, Relações com Investidores (RI) e DigitalTech.
Com a mudança, Marcos Moreno Chagas Assumpção passa a ocupar a Vice-Presidência Executiva Estatutária Financeira, de Relações com Investidores e DigitalTech.
A decisão reúne sob uma mesma liderança três frentes que têm impacto direto sobre a gestão financeira, a comunicação com o mercado de capitais e a transformação tecnológica da empresa.
Na prática, a nova configuração aproxima a gestão financeira e o relacionamento com investidores das iniciativas de tecnologia e digitalização, embora a ata não estabeleça, por si só, quais serão os efeitos operacionais ou financeiros dessa integração.
Mudanças também atingem Recursos Humanos, Consumo e Relações Corporativas
A reorganização não ficou restrita à estrutura estatutária.
Na estrutura executiva não estatutária, a Suzano registrou a saída de Caroline Carpenedo, que ocupava a vice-presidência executiva de Recursos Humanos, e de Luís Renato Costa Bueno, responsável por Bens de Consumo e Relações Corporativas.
Com a redistribuição das funções, Pablo Francisco Gimenez Machado, anteriormente responsável pelas Operações China, passa a comandar a Vice-Presidência Executiva de Bens de Consumo e Estratégia.
A empresa também aprovou a eleição de Walner Alves Cunha Júnior para a Vice-Presidência Executiva de Assuntos Legais, Tributários e Corporativos.
A nova configuração amplia, portanto, a responsabilidade de alguns executivos e redistribui áreas que anteriormente estavam sob diferentes comandos.
Como fica a estrutura executiva da Suzano
Com as mudanças aprovadas pelo conselho, a estrutura estatutária da companhia passa a ter João Alberto Fernandez de Abreu como diretor-presidente.
A composição fica distribuída da seguinte forma:
| Executivo | Área |
|---|---|
| João Alberto Fernandez de Abreu | Diretor-presidente |
| Carlos Aníbal Fernandes de Almeida Júnior | Operações Celulose, Engenharia, Energia, Suprimentos e FuturaGene |
| Douglas Seibert Lazaretti | Florestal |
| Leonardo Barretto de Araújo Grimaldi | Comercial e Logística Celulose |
| Marcos Moreno Chagas Assumpção | Finanças, Relações com Investidores e DigitalTech |
| Maria Luiza de Oliveira Pinto | Sustentabilidade, Gente & Gestão e áreas corporativas |
Já a estrutura de vice-presidências executivas não estatutárias passa a ser composta por:
| Executivo | Área |
|---|---|
| Fábio Almeida de Oliveira | Papel e Embalagem |
| Pablo Francisco Gimenez Machado | Bens de Consumo e Estratégia |
| Walner Alves Cunha Júnior | Assuntos Legais, Tributários e Corporativos |
O que muda para a Suzano
A reorganização representa uma mudança relevante na distribuição interna de responsabilidades da Suzano, mas não significa, necessariamente, uma alteração na estratégia empresarial da companhia.
O comunicado divulgado com a ata trata principalmente da composição da administração e da redistribuição das áreas. Para avaliar eventuais impactos sobre resultados, investimentos ou metas operacionais, será necessário acompanhar os próximos comunicados e documentos corporativos da empresa.
A concentração de Finanças, Relações com Investidores e DigitalTech sob uma mesma vice-presidência, por exemplo, pode aproximar decisões financeiras, comunicação com o mercado e iniciativas tecnológicas. Já a transferência de Pablo Machado para Bens de Consumo e Estratégia reforça a presença da estratégia dentro da estrutura executiva.
Esses movimentos, contudo, devem ser diferenciados de mudanças efetivas em projeções financeiras, produção, investimentos ou política de capital, que dependem de anúncios específicos da companhia.
O que o acionista de SUZB3 deve acompanhar
Para os investidores da SUZB3, a principal questão não está apenas nos nomes que deixam ou assumem cargos, mas em como a nova estrutura poderá se refletir na execução da estratégia da companhia.
Entre os pontos que merecem acompanhamento estão:
evolução dos resultados financeiros;
geração de caixa e endividamento;
investimentos e expansão da capacidade produtiva;
desempenho das operações de celulose;
estratégia em papel e embalagem;
avanço das iniciativas de tecnologia e digitalização;
atuação em novos negócios e FuturaGene;
comunicação da companhia com investidores;
eventuais mudanças de metas ou prioridades estratégicas.
A reorganização, isoladamente, não permite concluir que haverá impacto positivo ou negativo sobre as ações. O mercado tende a avaliar essas mudanças em conjunto com os resultados e com a execução operacional da companhia.
Mandatos seguem até 2027
De acordo com a ata divulgada pela Suzano, os mandatos dos executivos eleitos permanecem válidos até a primeira reunião do conselho de administração realizada após a assembleia geral ordinária que deliberar sobre as contas referentes ao exercício de 2026.
A nova estrutura passa, portanto, a orientar a administração da companhia durante o próximo ciclo de divulgação de resultados e decisões estratégicas.
Conclusão
A Suzano reformulou seu alto escalão com uma combinação de saídas, novas nomeações e concentração de responsabilidades.
A mudança mais significativa na estrutura estatutária é a reunião de Finanças, Relações com Investidores e DigitalTech sob Marcos Moreno Chagas Assumpção, enquanto Carlos Aníbal Fernandes de Almeida Júnior assume um conjunto amplo de funções ligadas às operações e à engenharia.
Ao mesmo tempo, a companhia redistribuiu áreas de estratégia, consumo, assuntos corporativos e jurídicos na estrutura não estatutária.
Para o mercado, o próximo passo será observar como essa nova configuração será traduzida em decisões operacionais, financeiras e estratégicas da Suzano ao longo dos próximos trimestres.
Fonte: Suzano — ata da reunião do Conselho de Administração de 12 de agosto de 2026.


