Senado no Pará 2026: veja os 13 candidatos, números e como votar

Eleições 2026: Pará tem 13 candidaturas registradas para duas vagas no Senado

Estado terá 6,26 milhões de eleitores e escolherá dois senadores em outubro; entenda como funciona a votação e confira os nomes registrados

O Pará tem 13 candidaturas registradas para o Senado nas eleições de 2026, segundo os dados eleitorais disponíveis para o pleito. A disputa será por duas vagas, e cada eleitor paraense poderá escolher dois nomes diferentes para representar o estado no Senado Federal pelos próximos oito anos.

O estado possui 6.265.355 eleitores aptos a votar, conforme dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). O número representa crescimento de 38.982 eleitores em relação a 2024, uma alta de 0,63%.

O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro de 2026, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. A eleição para o Senado ocorre em turno único e os dois candidatos mais votados no estado serão eleitos.

Por que o eleitor do Pará votará duas vezes para senador?

A quantidade de votos para o Senado varia de acordo com o número de cadeiras que estão sendo renovadas.

Em 2026, serão escolhidos dois senadores em cada estado, porque a eleição corresponde à renovação de dois terços do Senado Federal.

Por isso, o eleitor paraense terá dois espaços específicos para senador na urna eletrônica: Senador — 1ª vaga e Senador — 2ª vaga.

Os votos são independentes.

Isso significa que o eleitor pode escolher dois candidatos diferentes, inclusive de partidos diferentes.

Também é importante lembrar que, para senador, não existe voto de legenda. A escolha é feita diretamente pelo número da candidata ou do candidato.

O TSE determina ainda que, se a mesma pessoa for digitada para as duas vagas, o segundo voto será considerado nulo.


Quem são os candidatos ao Senado pelo Pará?

A relação atualmente registrada reúne 13 nomes, distribuídos por diferentes partidos e correntes políticas. A lista inclui políticos com experiência em cargos públicos e candidatos de diferentes perfis profissionais.

Candidaturas registradas

CandidatoPartidoNº de urna
Breno GuimarãesMobiliza333
Celso SabinoPDT123
ChicãoUnião444
ContiPSOL500
Delegado Éder MauroPL222
Edlaine RodriguesDemocrata355
Fernanda LopesUP800
Gizelle FreitasPSOL505
Helder BarbalhoMDB151
Lívia NoronhaSolidariedade777
Willem da SilvaDC277
Zequinha MarinhoPodemos200
Coronel JonildoDC277

Os nomes e números aparecem em bases eleitorais que compilam os registros das candidaturas para o Pará. A situação processual de cada candidatura, entretanto, pode mudar por decisões da Justiça Eleitoral, recursos ou substituições.

Atenção: registro não significa situação jurídica definitiva

Esse é um dos pontos mais importantes para o eleitor.

O fato de um nome aparecer entre as candidaturas registradas não significa necessariamente que a situação jurídica permanecerá inalterada até o dia da votação.

A Justiça Eleitoral trabalha com diferentes situações processuais, como candidatura deferida, deferida com recurso, indeferida com recurso, pendente de julgamento, cancelada ou outras classificações.

Por isso, a lista publicada antes da eleição deve ser tratada como fotografia do momento.

Mudanças podem ocorrer até a votação em razão de decisões judiciais, recursos, renúncias, substituições ou outras situações previstas na legislação eleitoral.


Como funciona a eleição para o Senado no Pará?

A eleição para senador é diferente da disputa para deputado.

Para deputado federal e deputado estadual, utiliza-se o sistema proporcional, no qual os votos também interferem na distribuição das cadeiras entre partidos e federações.

Para senador, a eleição é majoritária.

No Pará, os dois candidatos mais votados serão eleitos para ocupar as duas vagas em disputa.

Isso torna a apuração dos votos individuais especialmente importante.

Não existe cálculo de quociente eleitoral para definir os dois senadores eleitos.


O eleitor precisa escolher dois candidatos diferentes?

Sim.

Como o Pará terá duas vagas em disputa, o eleitor terá dois votos para senador.

A sequência da urna será:

Senador — 1ª vaga

Senador — 2ª vaga

O TSE orienta que os eleitores podem levar uma anotação pessoal com os números dos candidatos para facilitar a votação.

Se a mesma candidatura for escolhida nos dois campos, o segundo voto será anulado.

Exemplo prático

Um eleitor pode escolher:

1º voto: candidato A

2º voto: candidato B

Mas não pode transformar os dois votos em uma segunda votação válida para o mesmo candidato.

Essa diferença é importante porque, em uma eleição com duas vagas, cada eleitor efetivamente participa da escolha de dois representantes.


O que faz um senador?

Entender o cargo também ajuda o eleitor a avaliar as candidaturas de maneira mais informada.

O senador representa seu estado no Congresso Nacional e exerce funções legislativas e de fiscalização.

Entre as atribuições do Senado estão participar da elaboração das leis, analisar propostas aprovadas pela Câmara, fiscalizar atos do Executivo e exercer competências específicas previstas na Constituição.

Os senadores também participam de processos importantes como a análise de indicações para determinadas autoridades e, nas hipóteses constitucionais, julgamentos de autoridades por crimes de responsabilidade.

O mandato é de oito anos.

Isso significa que os dois representantes escolhidos pelos eleitores paraenses em 2026 permanecerão no cargo durante dois ciclos de eleições para deputado e governador.


O tamanho do eleitorado paraense

O Pará chega às eleições de 2026 com 6.265.355 eleitores aptos, segundo o TRE-PA.

O crescimento foi de 38.982 eleitores em relação às eleições municipais de 2024.

A distribuição do eleitorado também revela diferenças importantes dentro do estado.

Belém continua sendo o maior colégio eleitoral paraense, mas apresentou redução no número de eleitores cadastrados em relação a 2024. Já municípios como Santarém, Canaã dos Carajás, Abaetetuba e Cametá registraram crescimento.

Esse aspecto é relevante para compreender a dimensão territorial da eleição para o Senado.

O Pará possui 144 municípios, e a campanha precisa alcançar eleitorados distribuídos por uma área territorial extensa e com diferentes características econômicas e sociais.


Um estado com desafios eleitorais próprios

A dimensão territorial do Pará também influencia a organização da eleição.

O TRE-PA informa que 69 dos 144 municípios paraenses dependem total ou parcialmente de transporte hidroviário para a realização do pleito.

A Justiça Eleitoral também organiza operações para levar urnas, equipes e equipamentos a comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e outras localidades de difícil acesso.

Esse cenário ajuda a compreender que a eleição no estado não envolve apenas a disputa política entre candidatos.

Existe também um grande desafio logístico para garantir que o eleitorado consiga exercer o direito de voto em diferentes regiões.


Quando será a votação?

O primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em:

Data: 4 de outubro de 2026

Horário: 8h às 17h

Referência: horário de Brasília

A votação terá horário unificado em todo o país.

No Pará, o eleitor fará seis escolhas na urna:

  1. Deputado federal;

  2. Deputado estadual;

  3. Senador — primeira vaga;

  4. Senador — segunda vaga;

  5. Governador;

  6. Presidente da República.


Por que acompanhar a situação das candidaturas?

A proximidade da eleição aumenta a importância de verificar a situação oficial dos candidatos.

Uma candidatura pode passar por diferentes etapas na Justiça Eleitoral, e decisões posteriores podem alterar o quadro apresentado no início da campanha.

Por isso, para o eleitor, não basta conhecer apenas nome, partido e número.

Também é relevante verificar:

  • situação do registro;

  • existência de recursos;

  • decisões judiciais;

  • eventual substituição;

  • informações declaradas à Justiça Eleitoral;

  • propostas e posições públicas;

  • trajetória política e profissional.

Esse acompanhamento ajuda a evitar que informações antigas sejam tratadas como se fossem a situação definitiva da candidatura.


O que o eleitor deve observar antes de votar?

A existência de 13 candidaturas para apenas duas vagas torna a escolha especialmente ampla.

Uma forma de organizar a análise é separar três perguntas:

Quem é o candidato?
Conhecer trajetória, experiência e atuação pública ou profissional.

O que ele defende?
Verificar propostas e posições apresentadas durante a campanha.

Qual é a situação eleitoral?
Consultar o registro e eventuais decisões da Justiça Eleitoral.

Essa abordagem evita reduzir a escolha apenas ao partido ou à popularidade do candidato.

Também permite que o eleitor compare informações por conta própria, sem depender exclusivamente de propaganda eleitoral ou de listas divulgadas nas redes sociais.


O que muda para o Pará nos próximos oito anos?

As duas vagas em disputa representam uma renovação importante da representação do estado no Senado.

Os eleitos terão mandato de oito anos e participarão de decisões nacionais que podem afetar diretamente o Pará, incluindo temas relacionados a infraestrutura, orçamento, mineração, meio ambiente, segurança, desenvolvimento regional, questões amazônicas e relações federativas.

Por isso, embora a eleição ocorra dentro do estado, as decisões tomadas pelos futuros senadores terão alcance nacional.

A leitura da Análise Política 24H

A disputa para o Senado no Pará merece ser observada não apenas pela quantidade de candidatos, mas pelo peso institucional das duas vagas em jogo.

São apenas dois lugares, mas os eleitos permanecerão no Senado por oito anos e participarão de decisões que podem influenciar políticas nacionais com efeitos sobre o próprio estado.

Para o eleitor, o ponto central é compreender que os dois votos não são repetição da mesma escolha. São duas decisões independentes para formar a representação paraense na Casa.

Ao mesmo tempo, como a situação jurídica das candidaturas pode mudar até a eleição, a informação sobre quem está concorrendo e em qual condição precisa ser atualizada próximo ao dia da votação.

A melhor preparação, portanto, não é apenas memorizar números: é entender as regras, conhecer os candidatos e consultar a situação eleitoral mais recente antes de confirmar o voto.

Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) e dados públicos das candidaturas.

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Leonardo Guimarães

Escritor e blogueiro

Sou Leonardo Guimarães, analista político e escritor apaixonado por informação, debate público e pelos bastidores da política brasileira. Acompanho diariamente os principais acontecimentos do Congresso, STF, eleições e economia, trazendo análises, opiniões e notícias com uma linguagem clara, direta e atualizada para manter você sempre bem informado.

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