
O Ministério Público deflagrou nesta 6ª feira (19.jun.2026) a operação Juros Zero para investigar descontos irregulares na folha de pagamento de funcionários do governo do Distrito Federal. São cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), São Paulo (SP) e Curitiba (PR).
Veja instituições envolvidas:
Banco de Brasília (responsável pelos pagamentos);
Secretaria de Economia do DF;
Iprev (Instituto de Previdência dos Servidores do DF);
PicPay;
Associação dos Servidores Públicos do DF.
Entre os alvos, estão Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do DF, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay.
A Justiça bloqueou quase R$ 90 milhões em contas da PicPay e da Associação dos Servidores do DF. O MP apura crimes contra a economia popular, de publicidade enganosa nas relações de consumo, de inserção e modificação de dados em sistemas da administração pública, além de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, os investigados utilizaram um decreto distrital de 2024 para montar o esquema. Os descontos indevidos eram realizados com juros disfarçados de “taxa”.
O Poder360 procurou o BRB, a Secretaria de Economia do DF, o Imprev, o PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do DF para perguntar se gostariam de se manifestar sobre a operação. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.