Mercados hoje: investidores aguardam IPCA e CPI em meio a pressão sobre juros e petróleo
Os mercados iniciam o dia nesta sexta-feira (11) com os investidores atentos a importantes indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. No cenário doméstico, a divulgação do IPCA de agosto concentra as atenções por seus possíveis impactos sobre as expectativas para a política monetária do Banco Central.
Além dos dados econômicos, o mercado brasileiro acompanha os desdobramentos do cenário eleitoral e a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha. A combinação entre inflação, juros e política pode aumentar a volatilidade dos ativos ao longo do pregão.
IPCA pode influenciar expectativas para os juros
O IPCA de agosto é o principal indicador econômico observado pelos investidores nesta sexta-feira. O resultado poderá ajudar a calibrar as projeções para os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom).
A inflação é um dos principais fatores considerados pelo Banco Central na definição da taxa básica de juros. Um resultado acima das expectativas tende a aumentar a preocupação com a pressão inflacionária e pode influenciar as projeções para os juros.
Já uma inflação mais comportada pode contribuir para melhorar a percepção sobre o cenário monetário, dependendo dos demais indicadores econômicos.
Eleições também entram no radar
No ambiente doméstico, os investidores acompanham ainda os acontecimentos relacionados à disputa eleitoral.
A divulgação de uma nova pesquisa Datafolha pode provocar movimentos nos mercados caso apresente alterações relevantes nas intenções de voto ou na percepção sobre o cenário político.
O ambiente eleitoral costuma aumentar a sensibilidade dos investidores a declarações de candidatos, pesquisas de opinião e possíveis mudanças nas perspectivas para a política econômica.
Petróleo perde força após forte alta
No exterior, os preços do petróleo recuam depois da forte valorização registrada nos últimos dias.
A alta recente foi impulsionada principalmente pelas preocupações com a oferta mundial de petróleo e pelos riscos relacionados ao abastecimento de energia.
A queda das cotações nesta sexta-feira traz algum alívio aos mercados, pois preços menores de energia podem reduzir parte das pressões sobre a inflação global.
Apesar disso, o cenário continua sujeito a mudanças diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Estados Unidos também aguardam dados de inflação
Nos Estados Unidos, os investidores concentram as atenções na divulgação do índice de preços ao consumidor, o CPI.
O indicador será importante para as projeções sobre os próximos passos do Federal Reserve, o banco central americano.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos recuaram depois de o retorno dos papéis de dez anos ter se aproximado da marca de 5%.
O movimento demonstra cautela entre os investidores antes da divulgação dos dados de inflação.
Um CPI acima das expectativas pode aumentar a preocupação com a persistência da inflação e reduzir as apostas em uma política monetária mais branda. Por outro lado, um resultado mais baixo pode abrir espaço para expectativas mais favoráveis em relação aos juros.
Diesel continua como preocupação
Outro ponto observado pelos investidores americanos é o preço do diesel, que permanece em níveis elevados.
O custo dos combustíveis tem impacto direto sobre empresas de transporte, logística e diversos setores da economia. Por isso, uma alta prolongada pode contribuir para manter as pressões inflacionárias.
Com o petróleo e os combustíveis ainda sujeitos às oscilações do mercado internacional, os investidores permanecem atentos aos riscos para a inflação e para o crescimento econômico.
O que pode mexer com os mercados hoje?
O pregão deve ser influenciado principalmente por quatro fatores:
IPCA de agosto no Brasil;
expectativas para a próxima decisão do Copom;
nova pesquisa Datafolha e cenário eleitoral;
CPI dos Estados Unidos e comportamento dos juros americanos.
Além desses fatores, petróleo, dólar e tensões geopolíticas continuam no radar.
Para os investidores, a sessão deve ser marcada pela busca por novas informações capazes de indicar os próximos passos dos bancos centrais brasileiro e americano.
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