Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro têm 41% cada no 2º turno

Quaest mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 2º turno; 32% preferem vitória do PT

A disputa pela Presidência da República em 2026 aparece cada vez mais acirrada, segundo a nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). Em uma simulação de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois aparecem empatados com 41% das intenções de voto.

Além da intenção de voto, o levantamento investigou qual resultado os brasileiros consideram melhor para a eleição presidencial, o grau de decisão dos eleitores e a rejeição aos candidatos.

Lula e Flávio aparecem empatados no segundo turno

Na simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos registraram 41%.

Na rodada anterior, divulgada em 2 de setembro, Lula tinha 42% e Flávio permanecia com 41%.

Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados.

O cenário ficou assim:

  • Lula (PT): 41%

  • Flávio Bolsonaro (PL): 41%

  • Branco, nulo ou não pretende votar: 13%

  • Indecisos: 5%

Lula lidera preferência sobre o resultado da eleição

A Quaest também perguntou aos entrevistados qual resultado consideram mais positivo para a eleição presidencial de 2026.

A maior parcela, 32%, respondeu que o melhor cenário seria uma nova vitória de Lula e do PT.

Outros 24% preferem o retorno da família Bolsonaro ao comando do país.

Já 20% disseram considerar melhor a vitória de um candidato de fora da política e distante da polarização. Outros 17% escolheram um candidato moderado que também esteja fora da polarização.

Os números são:

  • Lula e o PT vencerem novamente: 32%

  • Família Bolsonaro voltar a governar: 24%

  • Candidato de fora da política e da polarização: 20%

  • Candidato moderado fora da polarização: 17%

  • Não sabem/não responderam: 7%

O resultado mostra que, embora Lula apareça numericamente à frente nessa pergunta, uma parcela expressiva do eleitorado manifesta preferência por alternativas fora da atual polarização política.

Eleitores independentes preferem alternativas fora da polarização

Entre os eleitores considerados independentes, o cenário é diferente.

Nesse grupo, 32% afirmam que o melhor resultado seria a vitória de um candidato de fora da política e da polarização.

Outros 27% preferem um candidato moderado também fora da polarização.

A vitória de Lula e do PT aparece com 19%, enquanto apenas 10% consideram melhor a volta da família Bolsonaro ao poder.

Doze por cento não souberam ou não responderam.

Esse resultado sugere que o eleitorado independente possui uma preferência significativamente maior por alternativas que se apresentem distantes da disputa tradicional entre lulismo e bolsonarismo.

Nordeste e Sul apresentam visões diferentes

As respostas também apresentam diferenças importantes entre as regiões brasileiras.

No Nordeste, 53% dos entrevistados apontam a vitória de Lula e do PT como o melhor resultado para a eleição.

No Sul, por outro lado, a preferência pela volta da família Bolsonaro ao governo chega a 31%.

A diferença regional evidencia a existência de percepções distintas sobre a disputa presidencial em diferentes partes do país.

Maioria diz que voto já está decidido

A pesquisa Quaest também avaliou o grau de definição do eleitorado.

Segundo o levantamento, 71% dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto 29% dizem que ainda podem mudar de candidato até a eleição.

Entre os eleitores de Lula, 80% consideram o voto definido. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o índice chega a 78%.

Nos demais grupos, a parcela de eleitores que ainda admite mudar de escolha é maior.

Entre os eleitores de Augusto Cury, 51% dizem que podem mudar o voto. Entre os apoiadores de Renan Santos, 59% admitem uma mudança, enquanto entre os eleitores de Ronaldo Caiado o percentual chega a 61%.

Pesquisa espontânea mantém Lula na liderança

Quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Lula aparece com 28% das intenções de voto.

Flávio Bolsonaro registra 20%.

Augusto Cury aparece com 4%, enquanto os demais candidatos somados chegam a 5%.

O índice de eleitores indecisos permanece elevado: 42%.

Confira:

  • Lula: 28%

  • Flávio Bolsonaro: 20%

  • Augusto Cury: 4%

  • Outros: 5%

  • Indecisos: 42%

  • Branco/nulo/não vai votar: 1%

O alto percentual de indecisos mostra que ainda existe uma parcela significativa do eleitorado que não definiu sua escolha de maneira espontânea.

Flávio e Lula têm as maiores rejeições

A rejeição continua sendo um dos principais desafios dos dois candidatos que lideram as simulações.

Flávio Bolsonaro aparece com 55% de rejeição, enquanto Lula registra 53%.

Na sequência aparecem:

  • Pablo Marçal: 45%

  • Ronaldo Caiado: 41%

  • Romeu Zema: 39%

  • Renan Santos: 29%

  • Augusto Cury: 26%

  • Rui Costa Pimenta: 23%

  • Edmilson Costa: 11%

  • Samara Martins: 11%

  • Hertz Dias: 10%

  • Veterinário Wilson Grassi: 10%

  • Clariana Barão: 7%

Os números indicam que os dois principais nomes da disputa também concentram os maiores índices de rejeição entre os candidatos avaliados.

Primeiro turno tem Lula com 36% e Flávio com 29%

Na pesquisa estimulada de primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece na liderança com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%.

Augusto Cury registra 8%, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 3% cada.

Romeu Zema tem 2%.

Os demais candidatos registram 1% ou menos.

O cenário completo ficou assim:

CandidatoIntenção de voto
Lula (PT)36%
Flávio Bolsonaro (PL)29%
Augusto Cury (Avante)8%
Renan Santos (Missão)3%
Ronaldo Caiado (PSD)3%
Romeu Zema (Novo)2%
Samara Martins (UP)1%
Edmilson Costa (PCB)0%
Rui Costa Pimenta (PCO)0%
Wilson Grassi (Democrata)0%
Clariana Barão (DC)0%
Hertz Dias (PSTU)0%
Branco/nulo/nenhum8%
Indecisos10%

Lula oscilou de 37% para 36% em relação ao levantamento anterior. Flávio Bolsonaro permaneceu com 29%, enquanto Augusto Cury caiu de 10% para 8%.

Eleição ainda apresenta espaço para mudanças

Os resultados mostram uma disputa presidencial marcada por dois elementos importantes: a liderança de Lula no primeiro turno e o empate com Flávio Bolsonaro em uma eventual segunda etapa.

Ao mesmo tempo, o elevado número de eleitores que ainda não definiu espontaneamente seu voto e a existência de uma parcela que prefere candidatos fora da polarização indicam que o cenário pode sofrer alterações durante a campanha.

A rejeição também será um fator importante, principalmente para os candidatos que chegam ao segundo turno, já que uma parcela significativa do eleitorado pode escolher seu voto mais pela rejeição ao adversário do que pela identificação com determinado candidato.

Como foi feita a pesquisa

A pesquisa Quaest foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo e entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre 3 e 6 de setembro de 2026.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.

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Leonardo Guimarães

Escritor e blogueiro

Sou Leonardo Guimarães, analista político e escritor apaixonado por informação, debate público e pelos bastidores da política brasileira. Acompanho diariamente os principais acontecimentos do Congresso, STF, eleições e economia, trazendo análises, opiniões e notícias com uma linguagem clara, direta e atualizada para manter você sempre bem informado.

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